quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cordel ao Mestre Antonio Ferreira

Mestre Antonio
Mestre Antonio Ferreira
Foi na arte um menestrel
Deus o olhando de cima
Viu que era um servo fiel
E o chamou pra brincar
Muitos reisados no céu.

Antonio Ferreira, homem
De talento singular
Que pelo pó desse chão
Não vai mais poder ficar
Mas em nossos corações
Vivo sempre estará.

Ferreira quando cantava
Estremecia o sertão
A burrinha já pulava
Urrava o boi coração
Arrepiava na pele
De tamanha a emoção.

Ferreira pelo sertão
Seu nome foi consagrado
Também chegou à cidade
É pelo povo aclamado
Nosso Mestre da cultura
Está imortalizado.

Dando conta do recado
Nos deu muita alegria
Com sua pisada bonita
Todos tinham simpatia
Ele era bom católico
Devoto da Virgem Maria.

Dia sete foi um dia
Que mexeu com a consciência
Que ficará para sempre
Marcado na existência
Mestre Antonio preso ao chão
Mas no céu com independência.

Dia primeiro de julho
Esteve em nossa mostra cultural
Foi declamar uma poesia
Fugiu do seu ideal
Parecia até um sentido
Do seu evento final.

Mesmo assim não se abalou
Pra cultura defender
No dia seguinte foi
Na rádio do Lisieux
Falando do reisado mirim
Com lagrimas a escorrer.

E mesmo sem perceber
Que estava findando a vida
Viu que a sua missão
Inda não estava cumprida
Foi até a rádio progresso
Fazer sua despedida.

Dia quatro foi ao médico
Já voltou desenganado
Reuniu toda família
E mostrou o resultado
Mas nunca desanimou
Era sempre conformado.

E pra seus entes amados
Demonstrava estar feliz
Pois lutou e Deus lhe deu
Tudo aquilo que ele quis
Foi ele um grande exemplo
Pra quem foi seu aprendiz.

Esta é a homenagem
Ao mestre Antonio Ferreira
Que muito nos ensinou
Com sua belíssima carreira
Abraço de Toinho Moura,
Darley, e Roseno Oliveira.

Foto dos Autores:
Toinho Moura

Darley Paiva
Roseno oliveira