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segunda-feira, 20 de setembro de 2021
Programa Ceará diVerso: Homenagem ao Poeta Cordelista Roseno Altino
Em transmissão ao vivo pela página da TV VERDE VALE no Facebook, no programa Ceará diVerso do dia 14/09/2021, no quadro Homenagem da Semana, Luiz Ademar, o Poeta do Trapiá, homenageia o Poeta Cordelista Roseno Altino.
sábado, 31 de julho de 2021
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
Cordel Biografia de Dona Maria Romão
Puxando
pelas raízes
Nesse
instante eu relato,
Num
Cordel Biografia
Trazer
a luz vários fatos
Da
Filha de Seu Romão
E
Rita Pereira de Matos.
Assim
se chamavam os pais
Da
nossa Dona Maria,
Que
no ano trinta e um
Tiveram
grande alegria
Com
o nascimento dela
Para
alegrar os seus dias.
Quando
jovem era linda
Causava
muito admiro,
Mas,
Manoel Alves da Cruz
Foi
quem lhe arrancou suspiro
Casaram
e viveram em
Olho
D´água dos Cassimiros.
Isso
em cinquenta e seis
Aos
vinte e cinco de idade,
Ficaram
juntos até
Quando
Deus teve à vontade
De
levar seu Manoel
Pro
Reino da eternidade.
E
por cinquenta e seis anos
Permaneceram
casados,
Sete
filhos e uma neta
Que
foi por eles criados,
Totalizam
oito filhos
Debaixo
de seus cuidados.
Esses
dois assim formavam
Mais
que um casal completo,
Seus
filhos lhes concederam
A
bênçãos de dezoito netos,
Os
mesmos ramificaram
Lhe
dando nove bisnetos.
Dona
Maria sempre foi
Guerreira
e lutadora,
Uma
esposa companheira,
E
mãe superprotetora,
As
mãos evidenciavam
Os
calos de agricultora.
Sem
nenhum piu reclamar,
Ao
lado de seu marido
Sem
deixar desanimar,
Pois
colocava a família
Sempre
em primeiro lugar.
Quando
os filhos já adultos
Alguns
pra longe migraram,
Era
sempre emocionante
Toda
vez que a visitavam,
Chorava
Dona Maria
Toda
vez que eles voltavam.
Dona
Maria Romão
Como
era conhecida,
Foi
uma mulher de fibra
Sempre
muito destemida,
De
conduta incontestável
No
caráter e na vida.
Sua
vida foi exemplo
Pra
nós seguirmos a trilha,
Do
esforço, da conquista,
Da
coragem e da partilha.
Genitora
e matriarca
Pilar
da nossa família.
Ficou
pra nós o legado
Sua
inesquecível história,
Dia
primeiro de agosto
Não
sairá da memória
Foi
quando Deus lhe chamou
Encerrando
sua trajetória.
Foi
recolhida ao eterno
Deixando
pra nós saudades,
E
pra família e amigos
Só
resta a conformidade,
E
dos nossos corações
Partiu
levando a metade.
Após
muito ter lutado
Cumpriu
com sua missão,
Mais
creio que ela agora
Está
na divina mansão
E
que Deus tenha com Ele
Nossa
Maria Romão.
Fim!
©Roseno Oliveira
terça-feira, 20 de junho de 2017
Homenagem ao Nascimento de Maria Victória. Minha Filha.
Dos poemas que escrevi
Por meio da inspiração,
Este é o meu preferido
Pois transmite a emoção
Mais forte e mais feliz
Que tive em meu coração.
*
A benção veio em Maio
De Dois
Mil e Dezessete,
Cinco
e Quatro
da manhã
Descrever a mim compete.
Aquele lindo domingo
Da manhã do Dia Sete.
*
Foi quando Edinete e eu
Obtivemos uma glória,
A qual perpetuo em verso
Também em minha memória.
O nascimento da nossa
Filha
Maria Victória.
*
Ao ouvir o seu chorinho
Comecei me emocionar,
Meus nervos tremeram forte,
Minha voz a tremular.
Tamanha a felicidade
Deu vontade de chorar.
*
Nasceu linda e radiante,
Como o sol no amanhecer,
Como a estrela cadente
No céu ao escurecer.
A luz que essa bela tem
Faz a lua se esconder.
*
De olhos claros e meigos,
De rostinho angelical,
Tão frágil, porém não sabe
Todo seu potencial.
Quanto mais eu mimo ela
Vejo o quanto é especial.
*
De face mimosa e meiga,
Seu jeitinho é tão singelo,
Ela toda é uma fofura,
Seu rostinho muito belo,
Agora também é musa
Dos poemas que eu pincelo.
*
A sua mãe e você,
Donas do meu coração,
Quanto mais penso em vocês
Rimas me vem de montão.
As musas da minha vida
Que me dão inspiração.
*
Maria
Victória
nossa
Filha linda, tão amada.
Quando a tenho em meus braços
Pra mim o mundo é nada.
Pois meu mundo é você
Minha filha adorada.
*
Eu nunca volto atrás
Minha palavra é mantida,
E enquanto eu for vivo
Garanto filha querida
Que para lhe proteger
Lhe darei a minha vida.
*
Eu darei tudo de mim
Seja o que preciso for,
E aquilo que eu não puder
Pedirei força ao Senhor
E saúde pra lhe dá
Tudo de bom meu amor.
*
Filha, você é pra mim
A razão do meu viver,
Ganhou mais sentido à vida
A partir do seu nascer.
E hoje eu nada faço
Sem que eu lembre de você.
*
Desde meus cordéis escritos
Aos poemas que declamo,
Me inspiro pensando em ti
Na mente seu nome chamo
Filha pra mim tu és tudo
Imensamente te amo.
*
Vou agradecer a Deus
Por minha vida todinha
Pelas lindas joias que Ele
Concedeu em guarda minha.
Deu-me uma filha princesa
E como esposa uma rainha.
Autor: Roseno Oliveira
20 de Junho de 2017.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
LUTO: Falece João Altino, irmão do cordelista Roseno Oliveira
A
vida é mesmo um sopro, quando menos esperamos somos atingidos por suas
reviravoltas. É ciente por todos que não seremos eternos neste mundo, que
estamos aqui de passagem, ainda assim, a dor da perda é incontrolável e muitas
das vezes nos pega inesperadamente.
Infelizmente,
minha família e eu, sofremos este aflito. Faleceu João Batista Rodrigues, vulgo
#João_Altino. Grande amigo, pai dedicado, homem de caráter exemplar e para mim,
mais que irmão, um modelo de ser humano incrível.
Que
Deus possa confortar nossos corações e preencher a enorme lacuna que ficará em
nossas vidas causada por tua ausência.
#Descanse_em_Paz_meu_IRMÃO
Foi-se um amigo da
gente
De prestígio e de
valor,
Lisieux perde um
grande
Cidadão que tinha
amor
Pelo seu torrão
natal.
Fará falta o seu
astral
Altivo e animador.
*
Venceu as
dificuldades
Como todo
nordestino,
Resta pra nós a
ausência
Da presença, voz e
tino.
Lembrarei dele com
brilho
Pois Deus chamou
mais um Filho
Do #Mestre_Raimundo_
Altino.
Roseno Oliveira.
#LUTO
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
A VIDA COMO ELA É. História de Vida e Morte de Ligiane Marques Ximenes
Inspira meu pensamento
Jesus, Maria e José,
Ilumina minha mente
Com amor e muita fé.
Todo dia e toda hora
Dando o título dessa história
A VIVA COMO ELA É.
*
Pois o homem estuda tanto
Mais nunca vai entender,
O tal segredo da vida
De sofrimento e lazer.
Para nós é incomum
E o que tem pra cada um
Só Cristo é quem vai saber.
*
A cada dia que passa
Meu tempo vai encurtando,
Não sei o dia e a hora
Nem o mês e nem o ano.
Mais quando a hora chegar
Eu tenho que aceitar
A ordem do Soberano.
*
Vou dar início a história
Mais tarde você entende,
Que a poesia é um dom
Não se compra nem se vende.
Agora eu entrei no parque
Falo de Conceição Marques
E José Valderi Ximenes.
*
Este casal de quem
falo
Fez esta história eu
contar,
São filhos de Lisieux
Mais quiseram se
afastar.
Seguiram pra outro foco
Morar em Nova Metrópole
Em Caucaia Ceará.
*
Vivia um casal feliz
Valderi negociando,
Com um pequeno
comércio
A cada dia
enfrentando.
Conceição, esposa honesta,
Naquela lida
doméstica
A sua casa zelando.
*
Nasceu um casal de
filhos
Como Deus lhes
ordenou,
O Cleber foi o primeiro
Trazendo um ardente
amor.
Naquele belíssimo dia
Seus pais sentiram alegria
Quando a criança
chegou.
*
No ano de oitenta e cinco
Veio o término da
família,
Em oito de fevereiro
Uma linda estrela brilha.
Conceição se encheu
de amor
Quando viu aquela
flor
A sua querida filha.
*
Com o nome de Ligiane
Os pais mandaram batizar,
Recebeu a luz de Cristo
Seus padrinhos a segurar.
Daquela bela criança
Pros pais só resta lembrança
De um dia se encontrar.
*
A criança foi crescendo
Com muita dignidade,
E os seus papais lhe dando
Amor com sinceridade.
Mais a história é quem diz
Não tem quem seja feliz
Como se diz de verdade.
*
Com os seus dezoito anos
Aquela jovem querida,
Sua mãe via ela estudando
Mas, bastante entristecida.
Cada dia que passava
Sua mãe se preocupava
Com sua filha querida.
*
Levou Ligiane ao médico
Pra ela se consultar,
O doutor pediu exames
Pra melhor justificar.
e quando justificou
foi a mais surpresa dor
para os seus pais suportar.
*
Os diagnósticos
mostraram
Nódulos grandes, volumoso,
O doutor disse pro
pais
Bastante silencioso.
Eu não vou lhe
enganar
A sua filhinha está
Com o fígado canceroso.
*
Conceição naquela
hora
Começou o seu sofrer,
E perguntou para o
médico
- O que o senhor vai
fazer
Com minha filha
querida?
Eu quero vê-la com
vida
Não deixe ela morrer.
*
O doutor disse –
lamento,
Mais nada eu posso
fazer.
Só através de um
transplante
Para o quadro
reverter.
Vou lhe falar consciente
Já tem dez na sua frente
Para o órgão receber.
*
Valderi e Conceição
Começaram desmaiar,
Sem ter outra solução
A tendência era
esperar.
Contrito de coração
Em corrente de oração
Começaram então
rezar.
*
Enquanto seus pais rezavam
Por sua filha querida,
Jesus contava as horas
Pra jovem fazer partida,
deste mundo de pecado
pra um paraíso sagrado
reviver a nova vida.
*
Os pais notavam que a filha
Estava se deteriorando,
Seus olhos perdendo o brilho
Suas carnes liquidando.
Aumentava a cada dia
No seu semblante se lia
Seu final se aproximando.
*
No ano dois mil e quatro
Foram os momentos finais,
Vinte e sete de setembro
Ligia não resistiu mais.
Neste momento intranquilo
Deu o seu último suspiro
E um adeus pros seus pais.
*
Você imagina a dor
Para os seus pais suportar,
Aquela estrela tão linda
Que veio pra iluminar.
Quando menos se esperava
Entre os seus não mais estava
Veio sua luz se apagar.
*
Vinte e oito de setembro
A Lígia foi sepultada,
Na sua terra natal
Lisieux, terra adorada.
Tudo ali se consumou
E no túmulo de seu avô
Ela ali ficou guardada.
*
Naquele dia marcante
Seus pais tristonhos chorando,
No céu um coral de anjos
Comemoravam cantando.
Perguntando o nome dela
Aquela linda donzela
Já no céu se aproximando.
*
Pois a vida é deste jeito
Não podemos controlar,
Tem a hora de viver
E a hora de terminar.
Mais só quem sabe é Jesus
É o caminho, é a Luz
Nem vem nem manda avisar.
*
Agora caros leitores
Antes da reta final,
Por favor, preste atenção,
faça um silencia geral.
Convido todos vocês
Ler pela primeira vez
Uma carta
espiritual
*
A carta que está aí
Vem da eterna mansão,
De uma jovem que enviou
Com muita dedicação.
Lá das mansões divinais
Para seus queridos pais
Valderi e Conceição.
*
Na carta assim tá escrita,
Saudações, mamãe querida!
Vocês dois são minhas joias
Perfumada e colorida.
Não os esqueço um segundo
Vocês me trouxeram ao mundo
E Jesus me deu a vida.
*
Embora tão pouco tempo
Que Deus me deu pra viver,
Cedo mandou me buscar
E eu tive que obedecer.
Saí das travas pra luz
Muito obrigado Jesus
Valeu a pena eu nascer.
*
Quero dizer pra vocês
Que não foi minha vontade
Deixar o mundo terrestre
Ainda na flor da idade.
Onde feliz eu estava
E com vocês desfrutava
De uma plena liberdade.
*
Mais quando cheguei
aqui
Eu tirei a conclusão,
Que o mundo material
É tremenda ilusão.
O lazer se transforma
em treva
Que a liberdade só
leva
A caminho da
perdição.
*
Faz doze anos e dois meses
Que vim pra
eternidade
Somente agora este
ano
Foi que eu tive a
liberdade.
Neste dois mil e dezesseis
Escrevi para vocês
Pra matar minha
saudade.
*
Mãezinha aqui estou
bem,
Mais a saudade é
demais.
Tive apenas uma
chance
Pra escrever pros
meus pais.
Portanto, digo a
vocês
Não vai ter mais
outra vez
Não vos escreverei
mais.
*
Fui recebida com
festa
Ao chegar no
resplendor,
Os anjos me abraçando
Cantando hino e
louvor.
Com um sorriso
profundo
Por eu ter deixado o
mundo
Que só tem pecado e
dor.
*
Mãezinha aqui não tem noite
Tudo é no clarão do dia,
Um paraíso tão lindo
Só reina paz e alegria.
Tenho ao lado três arcanjos
E uma centena de anjos
Me fazendo companhia.
*
Cleber, meu irmão querido,
Minha cunhada, meu “subrim”,
Um abraço em cada um
Zele bem nossos “paizim”.
Venha de onde vier
Faça tudo que puder
Por você e também por mim.
*
Papai vi você doente
Tristonho e desconsolado,
Pedi implorando a Deus
Com o coração transformado.
Deus te enviou uma luz
E pelas mãos de Jesus
O Senhor está curado.
*
Pois a vida aí na terra
É cheia de tanta surpresa,
Com lazer ou sofrimento
Com mágoa dor e tristeza.
Mais quando vier pra cá
Tudo isso vai mudar
Lhe afirmo com certeza.
*
Mãezinha termino a carta
Pra não te causar vexame,
Vocês zelem um pelo outro
Sejam forte, não reclame.
Deus guiará os seus passos
Pra vocês um forte abraço
Da tua filha Ligiane.
Lisieux, Santa Quitéria - CE.
06 de dezembro de 2016
Autor: Afonso Vasconcelos
segunda-feira, 6 de junho de 2016
HOMENAGEM: Ao Amigo Alef Vasconcelos
Ao
Amigo Alef Vasconcelos
Eita Alef Vasconcelos
Teu verso vai aos extremos
Vejo tu se destacar
Na nova geração que temos
De poetas, e como vaqueiro
Teu sangue é de Nicodemos.
*
Caboclo encorajado
Tanto no gado ou na rima
Em tudo que tu desbrava
Vejo tu sair por cima
E das coisas do nordeste
Demonstrastes ter estima.
*
Também é fã de reisado
Lembro bem a vez primeira
Que te levei pra brincar
Com Mestre Antonio Ferreira
O reisado foi tão bom
Que a fama correu ribeira.
*
Também tu já escreveste
Provando que tu tens tino
Criando bela poesia
Com um prazer cristalino
Da homenagem que fez
Ao grande Raimundo Altino.
*
E foi numa embolada
Tua primeira apresentação
Antes de se apresentar
Fez ali uma alusão
Disse: Roseno Oliveira
É minha inspiração.
*
Que queria então um dia
Perto dos meus pés chegar.
Mas, amigo, não precisa.
Pra ti venho afirmar
Que tua rima e a minha
Tão no mesmo patamar.
*
#Rumando pra frente sigo
#Onde Deus quiser deixar
#Serei sempre seu amigo
#Estou aí pra ajudar
#Nunca abaixe a cabeça
#Orgulhoso, vá lutar.
Autor: Roseno Olliveira
01 de Junho de 2016.
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